“O caminho do preguiçoso é cheio de espinhos,
mas o caminho do justo é uma estrada plana.” Provérbios 15.19.
Desde o momento que o Senhor Deus criou o
mundo este ele também criou o trabalho. Nem por um instante vemos na bíblia que
Adão e Eva viveriam no Jardim se balançando numa rede e tomando água de coco.
Deus tinha um projeto para a vida deles e esse projeto incluía trabalho. Quer
ver? Deus os abençoou, e lhes disse:
"Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem
sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se
movem pela terra". (Gn 1.28) O Senhor Deus colocou o homem no jardim do
Éden para cuidar dele e cultivá-lo. (Gn 2.15).
A preguiça nunca fez parte dos planos de Deus.
Subjugar e cuidar da terra daria trabalho, cuidar e cultivar o jardim daria
trabalho e Deus sabia disso. Muitos dizem que o trabalho foi culpa da queda.
Negativo. O pecado distorceu o prazer do trabalho. Trabalhar é bom, pois foi Deus
que fez.
Este pecado acontece quando temos tempo e
saúde a nossa disposição, mas não fazemos coisas boas e úteis, apenas pelo
“prazer de fazer nada”. Preguiça está relacionada ao desânimo, à apatia, à
indolência, ao desleixo; é um desejo crônico de “descansar”, mesmo que não se
esteja cansado.
Não é pecado o justo descanso nem o tempo
empregado no lazer e no relaxamento físico e mental, mas sim o ato de se desperdiçar
sistematicamente as oportunidades que recebemos para realizar coisas boas para
a nossa vida e/ou para as vidas dos nossos próximos. Ou ainda viver para
descansar.
A Bíblia tem muito a dizer sobre a preguiça no
livro de provérbios. Ele diz que o preguiçoso odeia trabalho: “O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas
mãos recusam trabalhar” (21.25); ele adora dormir: “Como a porta gira nos seus gonzos, assim o preguiçoso na sua cama”
(26.14); ele dá desculpas: “Diz o
preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas” (26.13); ele
desperdiça tempo e energia: “O que é
negligente na sua obra é também irmão do desperdiçador” (18.9); ele
acredita que é sábio, mas é um tolo: “Mais
sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que respondem
bem” (26.16). Há um fim certo para
o preguiçoso: O preguiçoso se torna um servo (ou devedor): “A mão dos diligentes dominará, mas os negligentes serão tributários”
(12.24); seu futuro será descoberto: “O
preguiçoso não lavrará por causa do inverno, pelo que mendigará na sega, mas
nada receberá” (20.4); ele nada alcança: “A alma do preguiçoso deseja, e coisa nenhuma alcança, mas a alma dos
diligentes se farta” (13.4).
Dá preguiça aparece outro pecado:
procrastinação. Em termos simples e diretos, procrastinação é adiamento, por
exemplo, é deixar para fazer depois algo que poderia e até deveria ser feito
com antecedência ou imediatamente. Logo, um procrastinador é um indivíduo que
evita tarefas ou alguma coisa em particular. A procrastinação tem estreito
relacionamento com a ansiedade.
Devemos ter em mente que existe uma diferença
entre preguiça e cansaço físico. Por exemplo, o cansaço gerado por fadiga, seja
corporal e mental depois de um dia de trabalho; a indisposição gerada por
alguma enfermidade ou remédios; etc. Tais condições não podem ser consideradas
como pecado da preguiça, pois estão sendo geradas por outros fatores, e não
consistem numa escolha.
A consequência da preguiça vai muito mais além
do deixar de fazer algum trabalho ela mostra a falta de desempenho dos cristãos
em orar para Deus, em participar da comunhão, em servir a Deus, etc. Quantas
vezes temos preguiça de ler a bíblia? De orar? De evangelizar? De exercer um
ministério na igreja? E para justificar isso aparecem milhares de desculpas
extraordinárias. “Há um leão no caminho;
há um leão nas ruas” (Pv 26.13). Muito dos adolescentes dos quais já
ministrou tinham o pecado da preguiça em todos os aspectos, lógico que eles são
culpados dos próprios pecados, mas o exemplo de muitos pais não ensinava a
disposição de deixar a preguiça de lado e servir a Deus.
A Bíblia trata diretamente do tema em 2 Tl
3.11:“Pois ouvimos que alguns de vocês
estão ociosos; não trabalham, mas andam se intrometendo na vida alheia”.
Existem muitos textos bíblicos que exortam o trabalho árduo. Este, entretanto,
descreve um grupo de “ansiosos ociosos”, que não estava contribuindo como
deveria com a igreja. Para defini-los, Paulo usou uma palavra intrigante, na
NVI traduzida por intrometidos. Ele os chamou de procrastinadores. O termo
presente no texto é composto do verbo “trabalhar” e da preposição “ao redor”.
Poderíamos entender o verso como segue: “essas pessoas não trabalham; antes,
elas trabalham ao redor”. Aí está uma descrição bíblica de um procrastinador:
diligentemente ocupado com coisas ao seu redor, enquanto aquilo que precisa ser
feito fica parado.
Enquanto uns não querem faze nada da vida a
bíblia diz para remirmos o tempo. “Olhai,
portanto, cuidadosamente como andais, não como insipientes, mas como sábios,
remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão não vos torneis
insensatos, mas entendei qual é a vontade do Senhor”. (Ef5:15-17). Remir o
tempo ou aproveitar cada oportunidade, resgatá-lo e usá-lo com sabedoria para
as coisas que são verdadeiramente importantes é o que Deus nos chama a fazer.
Do contrário quem se acha o esperto em não fazer nada na verdade está sendo
insensato.
Mas a ótima noticia para quem luta contra a
preguiça e qualquer outro pecado que esteja te escravizando por causa do seu
ídolo, e no caso da preguiça é o ídolo o descanso, é que a mudança é real e
possível em Deus pelo sacrifício do Senhor Jesus. Quando chegamos a pensar que
não tem mais conserto é por que passamos no mínimo por duas situações: ou não
temos Cristo ou O temos, mas achamos que podemos resolver tudo por nossas
forças e deixamos o poder e o senhorio dele de lado.
Em João 15, Jesus ensinou claramente aos
discípulos que “sem mim nada podeis fazer”. Todo o conceito de dar frutos em
João 15 tem a ver com permanecer na videira. Sem a fonte de nutrição da
videira, nenhum ramo pode produzir fruto. Devemos ter em mente nossa união com
Cristo. Em Romanos 6-8 o apóstolo deixa isso bem claro. Vamos ver alguns
versículos:
Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim
de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai,
também nós vivamos uma vida nova. Se dessa forma fomos unidos a ele na
semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua
ressurreição. Pois sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele,
para que o corpo do pecado seja destruído, e não mais sejamos escravos do
pecado; pois quem morreu, foi justificado do pecado. Ora, se morremos com
Cristo, cremos que também com ele viveremos. Rm 6.4-8
Pois quando éramos controlados pela carne, as paixões pecaminosas
despertadas pela lei atuavam em nossos corpos, de forma que dávamos fruto para
a morte. Mas agora, morrendo para aquilo que antes nos prendia, fomos
libertados da lei, para que sirvamos conforme o novo modo do Espírito, e não
segundo a velha forma da lei escrita. Rm 7.5,6.
Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo
Jesus, porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da
lei do pecado e da morte. Rm 8.1,2.
A verdadeira mudança é real pois:
Em Cristo há solução para o pecado (Gl 5.24;
1Co 6.9-11);
Em Cristo há capacitação para obedecer (Fp
2.12-13; Gl 5.16; 22-23);
Existe um meio de escape fielmente garantido
por Deus (1co 10.13).
Quer saber mais sobre uma mudança efetiva vá
até o blog Conexão Conselho Bíblico e você terá ajuda para dar passos reais em
direção a uma mudança efetiva: http://conselhobiblico.com/2012/03/28/conhecer-crescer-compartilhar4/
Procuremos desenvolver o fruto do Espírito - “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria,
paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.
Contra essas coisas não há lei”. (Gl 5.22,23)–E você poderá viver os
antônimos dos pecados listados nessa série: Temperança (autocontrole, moderação,
sensatez): Se opõe a Gula; Generosidade (modéstia, humildade, desprendimento
material, ética): Se opõe a Avareza, Ganância e Cobiça. Diligência (ética,
objetividade, decisão, presteza, compromisso): Se opõe a Preguiça; Castidade
(autocontrole, moderação, fidelidade, pureza, respeito): Se opõe a Luxúria;
Paciência (autocontrole, serenidade, paz, respeito, calma, amor): Se opõe a
Ira; Caridade (Simpatia, amizade, modéstia, desprendimento, simplicidade,
respeito): Se opõe a Inveja; Humildade (modéstia, simplicidade, respeito,
amizade, ética, amor): Se opõe a Vaidade. Outro bom estudo para você fazer e
rever é os das bem-aventuranças que você encontra neste blog.
Bem, terminamos aqui a nossa série “Sete
Pecados”, espero que tenha lhe ajudado e estimulado você a ler a bíblia. A
Palavra de Deus tem todas as respostas para os problemas da alma humana, Cristo
é suficiente. Ler a Palavra de Deus só por ler não é suficiente, temos que
meditar e pensar nas IMPLICAÇÕES do poder de Deus e de Suas orientações para
nossa via. Um abraço até a próxima.
PREGUIÇA VS os outros pecados[1]
Preguiça e mentira: Em alguns casos a Preguiça está relacionada
com a mentira. Algumas pessoas que são preguiçosas, mas não querem ser chamadas
assim, inventam mentiras para justificar sua condição. Dizem que possuem alguma
doença ou problema de saúde que não os permite trabalhar em algum emprego ou
afazer; ou em outros contextos, inventam pequenas mentiras para não realizar
outros tipos de atividades.
Preguiça e negligência: A Bíblia prega que os cristãos
devem viver de forma harmoniosa e pacífica, e devem ajudar o próximo. Por
exemplo, se você se encontrar diante de um acidente de carro, e simplesmente
negar-se a socorrer os acidentados, você estará sendo negligente, estará
cometendo o pecado da Preguiça, pois foi indiferente a outro, ainda mais num
momento de perigo. Se você vê alguém sendo agredido na rua por injustiça, e não
ajudar é negligência. A ajuda não precisa ser direta, hoje telefonar para a
polícia, já é uma forma de ajudar.
Preguiça e desleixo: Ser desleixado com sua vida, com sua saúde;
ser desleixado com seus compromissos, afazeres e deveres, etc. Você deve cuidar
do seu corpo pois ele não é seu pertence a Deus e é morada do Espírito Santo. (1
Co 3.16, 17)
Preguiça e Vaidade: A Preguiça se torna anda com a vaidade quando
a pessoa passa a desejar algo ou querer receber algum mérito, mas não se
empenhou em conseguir o que queria, no entanto, tal indivíduo se sente como se
estivesse certo, como se fosse de seu direito. Querer algo e não fazer nada
para conseguir, é visto como Preguiça. Por outro lado, a Preguiça também se
torna vaidade, quando a pessoa passa a se reconhecer tendo mérito sobre algo
que não fez, mas que lhe fora proporcionado por outros.
[1]Baseado em http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2013/07/os-sete-pecados-capitais.html. Acessado em 06/12/15 as 17:00.



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