
A vida é um presente precioso de Deus. Mesmo aqueles que O negam não querem abrir mão desta dádiva. Experimentar e desfrutar da vida são os anseios humanos mais cobiçados. Mas até onde eu posso insistir na vida? Será que muitas vezes não é melhor simplesmente abrir mão ao invés de sofrer ou levar outros a sofrer? Do que vale uma vida em estado vegetativo que não existe mais escolha ou desfrute dela? Não é melhor dar um fim na gravidez indesejada, antes que se torne um problema pior lá na frente? O que a bíblia fala sobre isso?
O Homem sem nome
Com o anseio de prolongar a sua vida um doutor da lei chega até Jesus em Lucas capítulo dez e lhe pergunta acerca da vida eterna. Diante desse anseio e em uma rápida conversa um axioma é apresentado: Amar teu próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas v.25-29.
Sobre esse axioma Jesus lança os fundamentos para construção de uma bioética através de uma das parábolas mais conhecidas, o Bom Samaritano.
Sobre esse axioma Jesus lança os fundamentos para construção de uma bioética através de uma das parábolas mais conhecidas, o Bom Samaritano.
Um homem jogado na estrada que acabara de ser roubado e espancado. Era um desconhecido, um homem sem nome v.30. Alguns por ele passaram perceberam isso. A vida daquele homem não pareceu à eles tão valiosa a ponto de arriscarem a sua vida ou propriedades v.31-32. Entretanto alguém viu além do homem sem nome, viu uma vida. Uma vida que em seu curso natural se findaria logo. Entretanto o samaritano não avaliou a qualidade de vida biológica e pessoal ele apenas viu que ele estava ainda meio morto v.30b e por isso se encheu de compaixão v.33.
Do profundo do seu coração sentiu um aperto, uma necessidade/obrigação em ajudá-lo. Não por quem ele era, ele permanecia sem nome, sem controle, sem opinião. Mas isso não fez com que sua vida fosse abreviada ou ignorada.
Do profundo do seu coração sentiu um aperto, uma necessidade/obrigação em ajudá-lo. Não por quem ele era, ele permanecia sem nome, sem controle, sem opinião. Mas isso não fez com que sua vida fosse abreviada ou ignorada.
O samaritano então se aproximou, atou-lhe as feridas, deitou-lhe azeite e vinho. Ele utilizou de todos os recursos que dispunha para preservar a vida de alguém que nem se quer sabia se queria viver. Isso não importava, essa decisão não estava em suas mãos.
O que Cristo queria ensinar é que viver não está ligado com o eu. Mas que a verdadeira vida se conquista quando me ofereço primeiramente a Deus e ao próximo. Essa é a leitura ética cristã desse episódio.
Apesar da subjetividade apresentada pela proposta da Qualidade de vida, não existe uma semi-vida ou semi-morte. Quando a vida começa, seja ela biológica ou pessoal é uma vida a ser cuida, e essa só termina quando o corpo e a alma dão seu último suspiro.
A Lei de Deus (v.26) nos conduz ao propósito de glorificá-lo, o caminho padrão. Glorificá-lo implica em consultá-lo, pois é a partir disto que Sua imagem é formada não apenas em nossas vidas, mas em cada ação e decisão que tomamos. Ela também nos leva a viver neste caminho em detrimento do outro. Meu próximo não é aquele que me faz algo, mas a quem eu devo servir v.36-37. Isso constituiria talvez o conceito de qualidade de vida, a qualidade de vida é poder ser servido por outro, proporcionar qualidade de vida é servir com todos os meus recursos.
A Lei de Deus (v.26) nos conduz ao propósito de glorificá-lo, o caminho padrão. Glorificá-lo implica em consultá-lo, pois é a partir disto que Sua imagem é formada não apenas em nossas vidas, mas em cada ação e decisão que tomamos. Ela também nos leva a viver neste caminho em detrimento do outro. Meu próximo não é aquele que me faz algo, mas a quem eu devo servir v.36-37. Isso constituiria talvez o conceito de qualidade de vida, a qualidade de vida é poder ser servido por outro, proporcionar qualidade de vida é servir com todos os meus recursos.
Estaria então a vida acima do homem, sim o homem foi criado depois dela, para servi-la. Afinal, Deus é a própria vida (João 5.26) e esse desejo de vivermos mais só nos mostra a nossa necessidade dEle.
Gênesis 3.3-5 conjuga desde a criação o conhecimento e responsabilidade. Então aplicando esses princípios à bioética o aborto e a eutanásia se tornam absurdos que nem sequer devem ser considerados pois a luta do Cristão é em favor a vida. Os avanços da medicina e biotecnologia devem ser explorados como recursos a serem utilizados com esse objetivo.
Morrer com dignidade é viver para Cristo. Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém (Romanos 11.36).
Gênesis 3.3-5 conjuga desde a criação o conhecimento e responsabilidade. Então aplicando esses princípios à bioética o aborto e a eutanásia se tornam absurdos que nem sequer devem ser considerados pois a luta do Cristão é em favor a vida. Os avanços da medicina e biotecnologia devem ser explorados como recursos a serem utilizados com esse objetivo.
Morrer com dignidade é viver para Cristo. Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém (Romanos 11.36).


Será que, no caso da eutanásia, deixar que o leito seja ocupado por outra pessoa que necessite e esteja em sã consciência, não seria uma manifestação também de amor ao próximo, com vistas a preservar a vida?
ResponderExcluirÓtimo texto bíblico para reflexão (parábola do bom samaritano)! Um abraço.