“E Jacó gerou a José, marido de Maria,
da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo.” Mateus 1:16
Pare alguns minutos para pensar, “o que vem a sua
mente quando encontras com uma adolescente grávida?”. Vou ser bem sincera, já
me deparei com algumas e tive vários tipos de pensamentos, mas um sempre foi
fixo, “o que será da vida dela a partir de agora?”. Não podemos negar que um
filho, independente do período da vida, irá mudar a rotina, as prioridades e
muitas outras coisas que não sei por experiência própria, mas escuto de amigas
que ao se tornarem mães, “explodem” de emoção, mas todas afirmam que suas vidas mudaram completamente! Por isso, se você vivesse na mesma aldeia que Maria, quando
a avistasse grávida, o que pensarias? Qual seria o seu cometário? A sua reação?
Se hoje, não é fácil ser uma adolescente grávida,
ainda mais naquele tempo! Calma, não quero levar este artigo para
produção em massa de crianças fora do casamento! Creio que filhos são bençãos
do Senhor para um casal, casado! Tendo dito isto, a pergunta que nos fica na
mente poderá ser, então porque Jesus, nasceu de uma menina ainda solteira?
Simplesmente, para que se cumprisse uma, das muitas, profecias acerca de Jesus
Cristo. “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá
e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” (Isaías 7:14).
Até aquela data, qualquer mulher judia poderia
sonhar em ser a mãe do tão esperado Messias, mas Maria, uma simples jovem,
ainda solteira (noiva), de uma aldeia “insignificante”, achou graça diante de
Deus. E se tornou a escolhida para gerar o Salvador. “A mais privilegiada entre
as mulheres, aprendeu desde o princípio que um privilégio excepcional está sempre de mão dada com o sacrifício”¹, e essa verdade que Maria aprendeu desde
o momento em que foi escolhida, nós temos que aprender. A afirmativa pode ser
dividida em duas lições, a primeira está relacionada a reputação e a segunda
estará relacionada com o aprender a ficar na retaguarda. Olhemos para esses
dois pontos com mais calma.
Quando Maria é escolhida a sua reputação foi
“destruída” diante dos homens, mas ao seu tempo foi “exaltada” também pelos
homens. Quando Deus nos escolhe ele não está interessado com o que os outros
irão pensar, Ele apenas está interessado em que honremos a Sua vontade. Ao ser
escolhida Maria declara as palavras de entrega mais sinceras que poderia: “Aqui
está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra.” (Lucas
1:38). Anos mais a frente o próprio Jesus declara a mesma ideia “dizendo: Pai,
se queres, passa de mim este cálice; contudo; não se faça a minha vontade, e
sim a tua”. Maria ao entender que a vontade de Deus deveria ser feita, não
preocupou-se com as possíveis consequências, pois Deus sabe o que faz! Não
importava o que iam pensar ou dizer, ela estava ali em completa rendição para
fazer aquilo que Deus queria que ela fizesse.
Sei que muitas mulheres podem não gostar desta
lição, por gostarem de ter o controle de tudo, mas, Maria esperou, ela não quis assumir o controle da sua gestação, ela não saiu ao encontro de
José para dizer o que estava a acontecer, ela simplesmente esperou! Foi Deus
quem a escolheu, era Deus quem a guiaria, protegeria e daria sabedoria para
compreender aquilo que Deus quisesse que ela compreendesse. Não vemos Maria
desesperada, por estar grávida, ou por ter que viajar nas últimas semanas de
gestação. Isto porque Maria conhecia a Deus! Ela não precisava controlar nada,
pois Deus já estava no controle!
Eu não sei como tem sido a sua história de vida,
eu não sei como é a sua relação com Deus. Mas uma coisa sei, que a forma como você age demonstra sua a confiança e conhecimento de quem Deus é. Durante esta
série vimos que Deus transformou a vida de mulheres de uma maneira incrível, com
Tamar aprendemos que somos totalmente perdoadas das nossas iniquidades, com
Raabe que podemos confiar que Deus é fiel para cumprir aquilo que prometeu, com
Rute que Deus é zelozo, e quer a nossa sincera e total adoração, com Bate-Seba
que a violação da fidelidade a Deus está muito mais próxima do que assumimos,
mas graças pelas misericórdias de Deus. E com Maria aprendemos que um
privilégio excecional sempre anda de mãos dadas com o sacrifício. Não tente
limitar o poder de Deus em tua vida, entrega-te em total rendição a àquele que
pode fazer muito além daquilo que pedimos ou pensamos.
"O
fato de ser mulher, não me torna um tipo diferente de cristão. Mas, o fato de
ser cristã, me faz um tipo diferente de mulher." - Elisabeth Elliot [*1926
- 2015†]



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